Há alguns anos talvez fosse impossível conceber a idéia de aliar a preservação do meio ambiente ao desenvolvimento econômico.
Hoje essa não é apenas uma opção aceitável, mas, sim a mais viável e estratégica para o mercado competitivo.
Aquecimento global. Responsabilidade social. Sustentabilidade. Os temas se tornaram recorrentes para a grande maioria da população. Porém grandes ainda são as dúvidas que geram.
Qual o meu papel nesse processo?
Qual o papel da sociedade?
Qual a responsabilidade do poder público?
Qual a responsabilidade das organizações empresariais e industriais?
Qual o resultado das ações das organizações não governamentais e institutos?
O que ainda resta a fazer?
Quando o assunto é meio ambiente, as organizações empresariais e industriais sempre figuram como vilãs.
Talvez seja por isso que muitas ações para reverter o quadro tenham sido iniciadas por elas.
É verdade, que em muitos dos casos tudo começou com tentativas de melhorar a imagem da organização. Na maioria deles, o marketing ambiental veio para tentar reverter a imagem negativa de organizações que se viram envolvidas em situações delicadas.
Catástrofes ambientais, degradação dos recursos naturais, acidentes, passivos trabalhistas, entre outras situações adversas que geraram multas, prejuízos financeiros e quebra da imagem da organização.
O exemplo negativo de algumas acabou servindo de alerta para outras.
Outro aspecto importante está relacionado à mudança do perfil da população. Com a abertura de mercados, a globalização e a revolução tecnológica, a população mudou e com ela mudou também as relações de consumo.
Cresceu a preocupação com as ameaças à sobrevivência humana e a busca da melhoria da qualidade de vida. Como conseqüência, as pessoas querem cada vez mais responsabilidade, rapidez e diferenciação no atendimento aos seus anseios.
O impacto direto é sentido pelas organizações empresariais e industriais. Certificações. Qualidade dos processos. Rapidez no atendimento. Compromisso com o meio ambiente. Responsabilidade com a sociedade.
Não basta ter o melhor produto ou serviço. É preciso ter relacionamento. Garantir a preservação do meio ambiente e ser responsável pelos seus stackholders.
Ambientalmente correto. Economicamente viável. Socialmente responsável. O tripé da sustentabilidade passa a ser também critério para a seleção de um produto a ser consumido ou serviço a ser contratado.
Se esse argumento não fosse suficiente, aos poucos se percebe que as práticas sustentáveis vêm provocando mudanças éticas, políticas e sociais dentro das organizações.
E isso pode ser evidenciado na melhoria dos relacionamentos profissionais, na redução de desperdícios e custos, na melhoria do desempenho operacional, na melhoria da imagem institucional. E o melhor de tudo é o impacto positivo na receita das organizações.
Quando pensamos sobre o nosso papel nesse processo de mudança, muitos são os bons exemplos de práticas viáveis. Seja plantar árvores, educar as crianças, conscientizar as pessoas, gerenciar aspectos e impactos ambientais e ocupacionais, monitorar as legislações aplicáveis, gerenciar os resíduos, criar indicadores de sustentabilidade.O importante é sair da inércia. Buscar soluções aplicáveis. E, o mais importante, entender que não é possível mais buscar o crescimento econômico, sem equilibrar a responsabilidade social e o compromisso ambiental.