5 de nov. de 2008

IV Campanha de solidariedade promete superar resultados das anteriores

A Verde Gaia lançou hoje (05/11) a Campanha de Solidariedade 2008 para arrecadação de donativos para instituições carentes de Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em sua quarta edição a campanha conta com o apoio dos colaboradores, parceiros e fornecedores da empresa para superar os resultados dos anos anteriores.

Entre os dias 10/11 e 12/12 serão arrecadados alimentos não perecíveis, roupas, materiais de limpeza, livros infantis, enciclopédias, materiais escolares e brinquedos. Segundo o Diretor/Presidente da Verde Gaia, Deivison Cavalcante Pedroza, espera-se que a IV edição consiga superar os resultados positivos das campanhas anteriores.



Em três anos a Campanha já arrecadou mais de 3,6 mil peças de roupas, aproximadamente sete mil fraldas descartáveis, 715 brinquedos e 95 cestas básicas. Somente a III Edição da Campanha arrecadou quase quatro mil fraldas, 341 livros e enciclopédias, 344 brinquedos, 25 cestas básicas e mais de 1,1 mil peças de roupas.

A campanha já beneficiou mais de 200 pessoas carentes do município de Entre Rios de Minas, localizado a 124Km de Belo Horizonte. Isso sem nas instituições Novo Céu Projeto Assistencial, que atende crianças e adultos com paralisia cerebral, a Creche Tia Holanda, que assiste a mais de 60 crianças carentes para que os pais trabalhem, e a Campanha Papai Noel dos Correios.

E este ano as expectativas são ainda maiores. Com o lema “Quando se faz o bem naturalmente, a vida logicamente se amplia”, os colaboradores esperam bater o recorde de arrecadação de donativos e, para isso, contam com o apoio dos fornecedores, parceiros e clientes da Verde Gaia, além dos condôminos do edifício Torino, onde está localizada a matriz da empresa.

A Campanha de Solidariedade faz parte do calendário anual da Verde Gaia e é considerada um dos projetos mais importantes da empresa, pois, segundo Deivison, ela promove a integração, além de estimular a responsabilidade social dos colaboradores. “Organização e cooperação são diferenciais essenciais para o mundo empresarial. Assim, reforçamos a importância do trabalho em equipe e aprendemos que pequenas ações são responsáveis por grandes mudanças na vida de muitos”, afirma Deivison.

Participe desta Campanha:

Contato para doações:

COMUNICAÇÃO INTEGRADA
Tel.: (31) 2127-9137
comunicação@verdegaia.com.br

1 de ago. de 2008

COMUNICAÇÃO INTEGRADA: DA IDENTIDADE À FORMAÇÃO DO CONCEITO

A comunicação integrada é de extrema importância para as organizações, pois ela administra a tensão permanente entre suas faces privadas (o que é dela, dentro dela) e públicas (dela para com o público); tendo como base a integração de três abordagens: mercadológica, institucional e administrativa.

O conflito entre o público e o privado pode ser explicado pela necessidade que as organizações têm de manter sua face pública como forma de legitimação e sobrevivência. Para compreender melhor isso é importante saber que é a face pública que irá expor a imagem da organização, entendendo que esta é a projeção de sua identidade (o que é a organização, sua missão, seus valores).

É o trabalho estratégico de agregação de valor à imagem da organização com o seu público interno e externo – entendido aqui como qualquer grupo de pessoas com capacidade para questionar, discutir, criticar ou interferir em determinado assunto ou tema – que irá favorecer a percepção positiva que esse público terá sobre a empresa, seus produtos ou serviços.

Neste aspecto aparecem as abordagens da comunicação integrada, sendo: a institucional –responsável pelo planejamento e administração dos conflitos organizacionais entre as faces públicas e privadas; a mercadológica – que tem a função de tornar os produtos visíveis e com valores que os diferenciam dos outros; e a administrativa – que trabalha com os fluxos de comunicação nos processos organizacionais.

De forma simplificada é possível inferir que cada uma das abordagens trabalha com parte dos públicos da empresa para formar a sua imagem. A institucional trata da opinião pública – imprensa, público interno, consumidor atual ou potencial (dimensão virtual) ou qualquer pessoa que possa ter algum tipo de interesse sobre a organização; a mercadológica trabalha com o público consumidor real ou potencial; enquanto a administrativa lida com aqueles que se relacionam diretamente com a organização – colaboradores, acionistas, fornecedores.

Ao entender que é o público, em cada um de suas instâncias, quem irá confirmar a reputação, o conceito e a legitimidade de sua existência, que a organização irá desenvolver um trabalho estratégico, por meio das abordagens, para agregar valor a sua imagem e a de seus produtos e serviços.

Isso ocorre da seguinte forma: para tornar seus produtos e serviços públicos (visíveis), a organização utiliza o marketing e a publicidade. Eles criam estratégias para diminuir simbolicamente o distanciamento entre o produtor, o produto e o consumidor (motivado pela industrialização, aumento da concorrência, mudança na postura do consumidor). Para isso utiliza vínculos virtuais – identificação, geração de apelo, atribuição de valor.

A identificação gera os elementos necessários para o reconhecimento visual subjetivo de uma empresa, produto ou serviço (nome, local, identificação com o público). Já geração de apelo cria estímulos para que as pessoas identifiquem, consigam diferenciar e consumam determinado produto ou serviço. Para isso, trabalha com dois elementos: a redundância (argumentos repetitivos) e a surpresa (novidade).

Por outro lado, a atribuição de valor pode ser compreendida como qualquer valor acrescido, agregado, atribuído simbolicamente a uma empresa, marca, produto ou serviço. Entre eles podem ser citados: status, beleza, conforto, bem-estar, saúde e moda.

Para tratar da identidade, a organização utiliza as abordagens institucionais e administrativas, que vão trabalhar com: missão, visão, valores, imagem, reputação e conceito.

A missão, a visão e os valores de uma organização geram uma identidade simbólica com seu público – entendidos como todos aqueles que têm algum interesse direto ou indireto com a organização, como colaboradores, acionistas, fornecedores, opinião pública. Isso por que a Missão indica a razão da organização existir (para que foi criada), a Visão estabelece onde ela quer chegar (referência de crescimento, futuro) e os valores apresentam os princípios dela (o que acredita e pratica). Desta forma eles compõe a sua identidade e constroem a sua imagem, pois mostram o compromisso da organização com a sociedade e com seu público interno.

A partir da imagem, da identificação, do apelo e do valor agregado é que o público será motivado a consumir um produto ou serviço. Assim poderá ter uma experiência, uma prova, sobre esse produto ou serviço, para então formar seu conceito sobre o produto e sobre a empresa.

Quando a experiência confirma a imagem, repetidas vezes, isso irá gerar uma reputação e, conseqüentemente, um conceito positivo, que é fixado. Por outro lado, quando a experiência não é boa o conceito torna-se negativo e a imagem é quebrada.

Concluindo, aquilo que a organização apresenta ou deixa a ver (visibilidade) com todos os valores agregados é que vão gerar a sua reputação (valor atribuído repetidamente) e, a partir daí, a comprovação da sua experiência cria o conceito, legitimando a organização com o público.

Assim, os elementos institucionais, administrativos e mercadológicos se inter-relacionam para gerar um dos maiores patrimônios de uma organização: o seu conceito com o público.


Por: Bruna Moreira Faria
Abril / 2007

GESTÃO DE PESSOAS: O NOVO PAPEL DO TRABALHADOR

Desde a Revolução Industrial a concepção do trabalho humano evoluiu muito e o trabalhador, cada vez mais, deixa de ser uma simples “peça do maquinário” para se tornar um “capital intelectual”, ou trabalhador do conhecimento.

Primeiro veio a mecanização da estrutura de produção que proporcionou alterações significativas para o trabalhador (passou a ser operário) e para os empregadores, donos dos meios de produção, que se tornaram fiscalizadores do trabalho.

Em busca do aumento de produção, Frederick Taylor estudou os movimentos e o tempo gastos pelo trabalhador para executar a sua função e, a partir daí, desenvolveu a Organização Racional do Trabalho. O objetivo das organizações era conseguir produzir mais, no menor tempo e com o menor custo. Tudo isso aplicado às linhas de montagem, em que o trabalhador representava apenas uma peça da engrenagem.

O conhecimento do trabalhador era limitado à execução de sua função, que normalmente envolvia apenas uma, no máximo duas, atividade. Fazia parte de um processo, sem entender “o que era” e “qual seria o seu resultado”.

Para as empresas isso representava redução de custos com treinamentos e menor possibilidade de problemas – quanto menos atividades, menor probabilidade de erros.

No entanto, o resultado foi bem diferente: cansaço, fadiga, estresse, problemas de saúde, aumento da rotatividade de funcionários e, conseqüentemente, aumento de gastos e queda de produção.

O filme "Tempos Modernos", de Charles Chaplin, exemplifica bem a situação do trabalhador na época. Em uma cena, mostra o trabalhador que, após ficar o dia inteiro apertando parafusos, sai pelas ruas, com sua ferramenta em mãos, apertando qualquer coisa que aparecesse em sua frente.

Com o fortalecimento do sindicato e a difusão de ideais socialistas começam a aparecer as primeiras mudanças – passam a pensar no trabalhador como ser humano e na importância de conhecer as suas necessidades para motivá-lo a conseguir melhores resultados. Impulsionadas por mudanças políticas, econômicas e sociais, as organizações passam a repensar também sua estrutura, sua relação com os ambientes interno e externo e a forma de gerenciar.

Surgem novas tendências na área da administração, como a Gestão com Qualidade Total, Organização Inteligente, Reengenharia, Governança Corporativa, processos de certificação, responsabilidade sócio-ambiental. Essas transformações, aliadas à globalização e ao advento de novas tecnologias (rádio, TV, Internet, entre outros), mudam também a relação do homem com o mundo e, conseqüentemente, a sua concepção de trabalho.

Agora não mais o trabalho é medido pelo tempo e quantidade da produção. O acesso à informação, o conhecimento especializado e a competência (saber ser e fazer) tornam-se requisitos de acesso do homem ao trabalho.

O novo trabalhador, chamado de trabalhador do conhecimento ou capital intelectual, passa a conhecer todo o processo (ou grande parte dele) e tem o “poder” ou a possibilidade de interferir sobre ele. Isso porque, a liderança (chefe) deixa de ter a função de somente supervisionar e ser responsável pelos erros de seus subordinados.

O novo líder, tem a função de servidor, na medida em que conhece, compreende, participa do processo e entende as necessidades daqueles que trabalham ao seu lado. Desta forma, deixa de ser somente um elo entre o subordinado e a diretoria.

Por outro lado, a concepção de trabalho em equipe também muda, pois as atividades deixam de ser fragmentadas, todos são inseridos no processo como um todo e, por isso, precisam conhecer as atividades do outro, tendo, dentro de suas limitações, conhecimentos sobre as competências e especialidades necessárias para exercer também o trabalho de seu colega.

Assim, o trabalhador do conhecimento trabalha com riscos e oportunidades e precisa a aprender a transformar a informação numa estratégia para planejar, supervisionar, programar e gerenciar. Ele deixa de "fazer", para "perfazer", ou seja, não apenas executa, mas pensa sobre o processo, inventa, critica, aprende e apresenta soluções para “o que fazer” e “como fazer”.

Isso representa um grande avanço para o trabalhador, no entanto, requer uma preparação e uma atenção maior da sociedade para que possa se adequar a esse novo modelo e refletir sobre essas mudanças estão ocorrendo.
Por: Bruna Moreira Faria
Abril / 2007

GESTÃO AMBIENTAL: CRESCIMENTO E PRESERVAÇÃO

Há alguns anos talvez fosse impossível conceber a idéia de aliar a preservação do meio ambiente ao desenvolvimento das empresas. Hoje, além de ser completamente aceitável, esse pensamento pode ser considerado como aspecto estratégico e um importante diferencial no mercado competitivo.

Isso se deve principalmente às transformações que a sociedade está sofrendo. A abertura de mercados, a globalização da informação, a constante degradação dos recursos naturais e a extinção da fauna e da flora, foram alguns dos motivadores da mudança de perfil da população.

Preocupadas com as ameaças à sobrevivência humana e em busca de uma melhor qualidade de vida, as pessoas têm buscado cada vez mais responsabilidade, rapidez e diferenciação no atendimento aos seus anseios, incluídos aí a relação de consumo.

O perfil do consumidor mudou e provocou uma grande transformação nas empresas. Assim surgiram os certificados, que passaram a ser variáveis importantes para a seleção de um produto a ser consumido ou serviço a ser contratado.

Dessa forma, questões como preservação do meio ambiente e responsabilidade social passaram a fazer parte do cotidiano das empresas, que em busca de certificação tiveram que se adequar especialmente às legislações relacionadas à qualidade, meio ambiente e responsabilidade social.

Também como conseqüência, a Gestão Empresarial voltada para o meio ambiente deixou de ser periférica e assumiu papel de destaque. Entre outras ações importantes, ela disseminou as práticas de uso mais racional dos recursos naturais e promoveu a avaliação mais consistente dos aspectos e impactos ambientais, além da implantação interna de programas de reciclagem e medidas para preservar os recursos.

A grande maioria das empresas aprendeu que se utilizar os recursos naturais com racionalidade poderá usufruir deles por mais tempo e com menos custos. Uma madeireira, por exemplo, se retirar as árvores sem fazer o replantio ou alternância do local da derrubada, em pouco tempo terá que transferir as suas atividades para outro lugar, o que vai gerar gastos com pessoal, equipamentos, tempo perdido, entre outros.

Por isso, a Gestão Ambiental provocou uma mudança ética, política e social dentro das empresas, sem falar na redução de desperdícios e custos que proporcionou, o que tem favorecido o melhor desempenho operacional e a maximização da receita.

O que inicialmente servia somente como “Marketing Ambiental”, para vender a imagem de “empresa amiga do meio ambiente”, passou a ser uma nova visão de sustentabilidade empresarial.

A Gestão Ambiental é atualmente uma ferramenta essencial para as empresas, pois ela volta o olhar empreendedor para a sua responsabilidade com a sociedade e com a preservação do meio ambiente, sem deixar de pensar no crescimento. A gestão mostra que é possível implantar meios e estruturas dentro das empresas para que elas tenham um desenvolvimento sustentável.

Para isso, as empresas precisam aprender a equilibrar o uso dos recursos naturais e o seu crescimento, de forma que atenda às legislações e cumpra com sua obrigação sócio-ambiental.

Por: Bruna Moreira Faria
Abril/2007

ROLLING STONES - PÃO E CIRCO EM ANO ELEITORAL

Pão e circo para o povo. A velha máxima da política mundial volta à tona, mais uma vez, no ano eleitoral brasileiro. E não estamos, aqui, falando dos mega showmícios com a presença de globais e bandas “sensação do momento”, produzidos pelos candidatos a algum cargo do legislativo ou executivo. Desta vez, os políticos se superaram.

Um mega evento dominou o Rio de Janeiro no último fim de semana. Na praia de Copacabana mais de 1,2 milhões de pessoas presenciaram o show da chamada “Maior Banda de Rock de Todos os Tempos”: os Rolling Stones.

A grande imprensa noticiou poucos incidentes para o show: apenas 200 ocorrências de assaltos, alguns arrastões, três esfaqueamentos, ah, e um barquinho com quatro tripulantes que virou. Mas, sem susto, não houve nenhuma morte.

Palmas para os bombeiros que quase interditaram o show porque as estruturas não estavam adequadas para o público que iria receber. Ah, desculpe, essas informações foram divulgadas em quase todos os veículos de comunicação, exceto pela rede Globo, que, por coincidência, foi uma das grandes patrocinadoras do show.

Além de transformar a apresentação dos Stones em um MEGA evento, a emissora teve direito a exibição exclusiva das imagens e à várias credenciais para a área VIP, que diga-se de passagem foi especialmente montada para os artistas globais, como Suzana Vieira, Vera Fischer e Cléo Pires; políticos, como Aécio Neves e sua trupe, a imprensa e alguns amigos da banda.

Nunca uma área VIP foi tão VIP assim e isso não se deve à presença de celebridades. O próprio show só foi visto pelas pessoas que ocupavam essa área de aproximadamente 60 metros. Imagine, o que restaria para o povão – as milhares de pessoas que se amontaram na praia de Copacabana – há mais de 60 metros de distância do palco. Quer dizer, isso para os privilegiados que ficaram próximos à área VIP, porque a extensão de pessoas ao longo da praia chegava a mais de um quilômetro.

Será que elas viram o rebolado do Mick? Com certeza não, mas que relevância tem isso? O importante mesmo é que a prefeitura, juntamente com alguns grandes patrocinadores, bancou um show milionário para cerca de 1,2 milhão de pessoas. Lotaram hotéis, bares e restaurantes, movimentaram companhias de viagens e deixaram o mundo todo achando que o Rio de Janeiro é um lugar extremamente civilizado, em que as pessoas podem ir à praia e assistir a um show da maior banda de rock do planeta.

Tudo isso na mesma semana em que foram noticiadas mais invasões da polícia em favelas, conflitos com traficantes e tiroteios no meio das ruas do Rio de Janeiro. Nada que um show dos Rolling Stones não possa apagar.

Precisa de campanha eleitoral melhor?

Por Bruna Moreira Faria
Fevereiro / 2006

INTERNET AMPLIA MERCADO JORNALÍSTICO

Jornalistas acreditam que a Web é o futuro da profissão

Trabalhar em uma grande redação e ter como instrumentos de trabalho um bloco para anotações, caneta e no máximo um gravador. Era assim que o estudante de jornalismo, Marcelo Ramos, pensava o seu futuro antes de entrar para a faculdade. No entanto, depois de três anos de curso e a experiência em quatro estágios de Web jornalismo, Marcelo acredita que o sucesso da profissão está na Internet. Assim como o estudante, muitos profissionais de comunicação têm buscado a Web. Mas o meio ainda tem problemas para resolver.

Marcelo, que atualmente faz estágio na Assessoria de Comunicação da Secretaria de Administração da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e é colaborador do portal Best Cars Web Site, não tem dúvidas de que a Internet é o grande “filão” para o jornalismo. “Vejo na Internet uma mídia de grande acessibilidade e vantagens financeiras. Tanto para o proprietário, pois é bem mais barato que uma publicação impressa, que atinge tamanha abrangência, e para o próprio usuário que tem acesso”, afirma.

Para a jornalista Flávia Péret, responsável pelo conteúdo do portal da Prefeitura de Belo Horizonte, as empresas, veículos de comunicação e, principalmente, o governo vêm investindo no jornalismo digital porque conhecem a importância do meio. “Atualmente todas as esferas do governo (executivo, legislativo e judiciário) trabalham com a Internet. Com o advento e crescimento desse meio é obrigação de uma instituição pública disponibilizar informações e serviços através da Internet. Na PBH denominamos isso de Governo Eletrônico”, explica.

Flávia acredita que a velocidade e espaço disponíveis na Web são algumas das principais vantagens que o meio oferece para essas instituições. “No caso do portal da PBH, é muito mais rápido, por exemplo, solicitar serviços como segunda via de IPTU através da Internet . O cidadão ganha tempo, não precisa se deslocar até a Prefeitura. Outro avanço é que podemos expor claramente os projetos e programas, além de relatórios financeiros e outros documentos oficiais da PBH”, diz.

No entanto, nem todos são adeptos do jornalismo na Web. Danielle Cristina Campos, Diretora de Comunicação da agência Rabisco Comunicações e Eventos, usa diariamente a Internet mas nem pensa em ler um jornal na Web. “O dia que a Internet falha, paramos tudo. Além dos contatos com os clientes fazemos pesquisas sobre IBOPE, concorrência e outros dados importantes para desenvolver uma campanha. Mas não confio só no que está na Internet e faço pesquisa de campo. Agora uma coisa que nunca fiz foi ler um jornal na Web. Não me sinto atraída, não gosto do formato. Acho estranho”, ressalta.

Além disso, as barreiras técnicas e a exclusão digital ainda são problemas que precisam ser resolvidos. “Às vezes somos reféns da tecnologia. Quando o servidor cai, temos que esperar porque não têm outra opção. Um outro problema é que apesar de ter crescido muito na última década, ainda são poucas as pessoas que tem acesso à rede. É necessário que haja uma democratização do acesso”, enfatiza Flávia.

Para o estudante Marcelo, a Internet também precisa vencer a barreira da credibilidade. “Há ainda essa cultura devido à facilidade de se publicar conteúdo. Cada veículo tem como função construir a sua credibilidade. Assim como o rádio, a TV e o jornal impresso”, afirma.

Por Bruna Moreira Faria
Setembro/2004

Diversidade na Universidade

Um episódio do seriado global “A Grande Família”, apresentado no último dia 09, mostra uma questão polêmica que tem atormentado o governo federal e os responsáveis pelas universidades brasileiras. No episódio, o personagem Tuco, representado por um ator branco, diz ter feito inscrição no vestibular para concorrer à cota destinada aos negros, porque ao olhar no espelho achou a sua pele um pouco parda. Brincadeiras a parte, o seriado faz uma crítica ao projeto de inclusão social que pretende criar cotas para estudantes negros nas universidades. A medida, que pretende reverter as distorções raciais na educação, propõe uma discussão que está longe de ser resolvida.
Em primeira análise surge o impasse da determinação da raça. Segundo o último censo do IBGE, realizado em 2000, cerca de 75 mil brasileiros se auto-consideram pardos e negros, sem que haja, no entanto, critérios étnicos ou biológicos definidos que sustentem estas determinações. Esse seria um grande impasse para determinar quem teria direito às vagas nas universidades. Outro questionamento sobre o projeto é que ele não seria a solução para a desigualdade no país. Isso porque o problema é muito mais amplo do que aparenta.
As diferenças entre brancos e negros são evidenciadas em todos os setores, principalmente na educação. De acordo com dados do IPEA, 46,8% dos negros do país estão abaixo da linha de pobreza, entre brancos a taxa é de 22,4%. O reflexo disso é que grande parte da população negra mora em periferias, convive com a violência, precisa trabalhar para compor a renda da família e só tem acesso ao ensino público.
A educação pública, por sua vez, encontra-se em estado precário. Cada vez menos recursos, professores desmotivados e sem condições de oferecer aos alunos uma formação adequada, para que ele consiga futuramente disputar uma vaga nas universidades públicas. O último censo divulgado pela Universidade de São Paulo revela que apenas 1,30% dos 38.930 alunos de graduação são negros. No Brasil, os negros ocupam somente 8% das vagas nas universidades públicas.
Diante desse quadro as cotas seriam uma medida paliativa para amenizar o problema estrutural de desigualdade social no país. Mas ela só serve como alternativa emergencial, sendo necessários investimentos e esforços a médio e longo prazo para melhoria da rede pública de ensino.
Por: Bruna Moreira Faria, Fernanda Rios e Raquel Nascimento
Setembro / 2004