Jornalistas acreditam que a Web é o futuro da profissão
Trabalhar em uma grande redação e ter como instrumentos de trabalho um bloco para anotações, caneta e no máximo um gravador. Era assim que o estudante de jornalismo, Marcelo Ramos, pensava o seu futuro antes de entrar para a faculdade. No entanto, depois de três anos de curso e a experiência em quatro estágios de Web jornalismo, Marcelo acredita que o sucesso da profissão está na Internet. Assim como o estudante, muitos profissionais de comunicação têm buscado a Web. Mas o meio ainda tem problemas para resolver.
Marcelo, que atualmente faz estágio na Assessoria de Comunicação da Secretaria de Administração da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e é colaborador do portal Best Cars Web Site, não tem dúvidas de que a Internet é o grande “filão” para o jornalismo. “Vejo na Internet uma mídia de grande acessibilidade e vantagens financeiras. Tanto para o proprietário, pois é bem mais barato que uma publicação impressa, que atinge tamanha abrangência, e para o próprio usuário que tem acesso”, afirma.
Para a jornalista Flávia Péret, responsável pelo conteúdo do portal da Prefeitura de Belo Horizonte, as empresas, veículos de comunicação e, principalmente, o governo vêm investindo no jornalismo digital porque conhecem a importância do meio. “Atualmente todas as esferas do governo (executivo, legislativo e judiciário) trabalham com a Internet. Com o advento e crescimento desse meio é obrigação de uma instituição pública disponibilizar informações e serviços através da Internet. Na PBH denominamos isso de Governo Eletrônico”, explica.
Flávia acredita que a velocidade e espaço disponíveis na Web são algumas das principais vantagens que o meio oferece para essas instituições. “No caso do portal da PBH, é muito mais rápido, por exemplo, solicitar serviços como segunda via de IPTU através da Internet . O cidadão ganha tempo, não precisa se deslocar até a Prefeitura. Outro avanço é que podemos expor claramente os projetos e programas, além de relatórios financeiros e outros documentos oficiais da PBH”, diz.
No entanto, nem todos são adeptos do jornalismo na Web. Danielle Cristina Campos, Diretora de Comunicação da agência Rabisco Comunicações e Eventos, usa diariamente a Internet mas nem pensa em ler um jornal na Web. “O dia que a Internet falha, paramos tudo. Além dos contatos com os clientes fazemos pesquisas sobre IBOPE, concorrência e outros dados importantes para desenvolver uma campanha. Mas não confio só no que está na Internet e faço pesquisa de campo. Agora uma coisa que nunca fiz foi ler um jornal na Web. Não me sinto atraída, não gosto do formato. Acho estranho”, ressalta.
Além disso, as barreiras técnicas e a exclusão digital ainda são problemas que precisam ser resolvidos. “Às vezes somos reféns da tecnologia. Quando o servidor cai, temos que esperar porque não têm outra opção. Um outro problema é que apesar de ter crescido muito na última década, ainda são poucas as pessoas que tem acesso à rede. É necessário que haja uma democratização do acesso”, enfatiza Flávia.
Para o estudante Marcelo, a Internet também precisa vencer a barreira da credibilidade. “Há ainda essa cultura devido à facilidade de se publicar conteúdo. Cada veículo tem como função construir a sua credibilidade. Assim como o rádio, a TV e o jornal impresso”, afirma.
Por Bruna Moreira Faria
Setembro/2004
Trabalhar em uma grande redação e ter como instrumentos de trabalho um bloco para anotações, caneta e no máximo um gravador. Era assim que o estudante de jornalismo, Marcelo Ramos, pensava o seu futuro antes de entrar para a faculdade. No entanto, depois de três anos de curso e a experiência em quatro estágios de Web jornalismo, Marcelo acredita que o sucesso da profissão está na Internet. Assim como o estudante, muitos profissionais de comunicação têm buscado a Web. Mas o meio ainda tem problemas para resolver.
Marcelo, que atualmente faz estágio na Assessoria de Comunicação da Secretaria de Administração da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e é colaborador do portal Best Cars Web Site, não tem dúvidas de que a Internet é o grande “filão” para o jornalismo. “Vejo na Internet uma mídia de grande acessibilidade e vantagens financeiras. Tanto para o proprietário, pois é bem mais barato que uma publicação impressa, que atinge tamanha abrangência, e para o próprio usuário que tem acesso”, afirma.
Para a jornalista Flávia Péret, responsável pelo conteúdo do portal da Prefeitura de Belo Horizonte, as empresas, veículos de comunicação e, principalmente, o governo vêm investindo no jornalismo digital porque conhecem a importância do meio. “Atualmente todas as esferas do governo (executivo, legislativo e judiciário) trabalham com a Internet. Com o advento e crescimento desse meio é obrigação de uma instituição pública disponibilizar informações e serviços através da Internet. Na PBH denominamos isso de Governo Eletrônico”, explica.
Flávia acredita que a velocidade e espaço disponíveis na Web são algumas das principais vantagens que o meio oferece para essas instituições. “No caso do portal da PBH, é muito mais rápido, por exemplo, solicitar serviços como segunda via de IPTU através da Internet . O cidadão ganha tempo, não precisa se deslocar até a Prefeitura. Outro avanço é que podemos expor claramente os projetos e programas, além de relatórios financeiros e outros documentos oficiais da PBH”, diz.
No entanto, nem todos são adeptos do jornalismo na Web. Danielle Cristina Campos, Diretora de Comunicação da agência Rabisco Comunicações e Eventos, usa diariamente a Internet mas nem pensa em ler um jornal na Web. “O dia que a Internet falha, paramos tudo. Além dos contatos com os clientes fazemos pesquisas sobre IBOPE, concorrência e outros dados importantes para desenvolver uma campanha. Mas não confio só no que está na Internet e faço pesquisa de campo. Agora uma coisa que nunca fiz foi ler um jornal na Web. Não me sinto atraída, não gosto do formato. Acho estranho”, ressalta.
Além disso, as barreiras técnicas e a exclusão digital ainda são problemas que precisam ser resolvidos. “Às vezes somos reféns da tecnologia. Quando o servidor cai, temos que esperar porque não têm outra opção. Um outro problema é que apesar de ter crescido muito na última década, ainda são poucas as pessoas que tem acesso à rede. É necessário que haja uma democratização do acesso”, enfatiza Flávia.
Para o estudante Marcelo, a Internet também precisa vencer a barreira da credibilidade. “Há ainda essa cultura devido à facilidade de se publicar conteúdo. Cada veículo tem como função construir a sua credibilidade. Assim como o rádio, a TV e o jornal impresso”, afirma.
Por Bruna Moreira Faria
Setembro/2004